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Selo verde irá garantir qualidade de plásticos reciclados

A indústria brasileira do plástico criou um selo verde para certificar a qualidade dos produtos reciclados e minimizar o desperdício do resíduo plástico, que chega a R$ 8 bilhões por ano. De acordo com a presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Paraná (Simpep), Denise Dybas Dias, “a certificação vai contribuir também para combater a informalidade do setor e estimular iniciativas que priorizam o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, como a Central de Valorização de Materiais Recicláveis (CVMR), apoiada pelo Simpep”.

O Selo Nacional de Plásticos Reciclados (Senaplas), lançado no último dia 22, é concedido pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).  O coordenador da Câmara Nacional dos Recicladores de Materiais Plásticos da Abiplast, Ricardo Hajaj, afirma que o próximo passo da entidade será estabelecer três classificações do selo quanto aos aspectos ambientais, sociais e econômicos.

O executivo do Simpep, Luiz Roberto dos Santos, e o diretor de serviços, Thomas Hoffrichter, que representam a entidade na câmara, participaram da criação do selo. Segundo Thomas, a implantação do Senaplas deve melhorar a competitividade do segmento, “que hoje sofre com os importados, e principalmente com as empresas informais, que não pagam impostos, não prezam a qualidade e praticam concorrência desleal”.

Podem ser certificadas indústrias produtoras de matéria-prima reciclada que comercializam resinas recuperadas e produtos transformados pelos recicladores. O processo de verificação será realizado pelos sindicatos estaduais e a certificação terá vigência de dois anos. Em todo o Brasil, são mais de 800 recicladores de plástico.

“No caso do Paraná, as indústrias plásticas contam com outro importante recurso para atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos – a Central de Valorização do Material Reciclável (CVMR), que hoje está instalada em Pinhais e terá três novas unidades em funcionamento em diferentes regiões ainda em 2014”, assegura Denise.

Criada para facilitar e profissionalizar o processo de destinação dos resíduos sólidos da indústria plástica paranaense, a CVMR processa mensalmente 140 toneladas de recicláveis. Depois de processadas, as embalagens são vendidas para os grandes aparistas e indústrias, com retorno financeiro para os catadores por meio de suas respectivas associações. O projeto é apoiado e financiado pelo Simpep, empresas privadas, associações de classe e sindicatos patronais do setor.

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