Realidade aumentada Nokia

FCA0K7NDBCAL0HJMOCA2GIK1NCA79GUCXCABOPJXGCAJET11DCARQUVG2CAJGOCC3CAU49NC2CAEMM1G5CAD6IQ60CA204KZ8CAV2CNCSCADR673PCA8WQKBMCAR90TSFCAJ3ZP2LCALUKSO2CAC8U8V5Uma mulher acorda pela manhã e lê seus e-mails na janela do quarto. Minutos depois, enquanto toma uma xícara de café, recosta-se no sofá e coloca seus óculos. A armadura é moderna, elegante, mas ao mesmo tempo simples. A diferença em relação aos modelos convencionais é que, através das lentes, a moça pode escolher entre ler informações sobre o clima, o noticiário do dia ou o conteúdo do blog preferido. Tudo diante de seus olhos. Para definir o que acessará, move os dedos no ar, como se clicasse uma tela imaginária.

Depois de ler essa história, você deve pensar que se trata do exercício futurista de uma propaganda moderninha ou de uma comédia romântica high tech de Hollywood.

Sim, é um exercício futurista, mas com um detalhe: essa cena pode fazer parte do seu dia-a-dia muito antes do que você imagina. E graças a uma tecnologia que começa a ganhar os holofotes: a realidade aumentada.

Trata-se de um filme-conceito produzido pela Nokia.

Ver no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=u0tEzVChiiE&feature=player_embedded

 Chamado de Nokia Mixed Reality e disponível no YouTube, ele foi a maneira que a fabricante encontrou de mostrar o que, na opinião dela,  estará ao alcance dos usuários de smartphones daqui alguns anos em virtude da realidade aumentada.

 O conceito 

Um dos campos de estudo da ciência da computação, a realidade aumentada é ampliação do real por meio de camadas de informações obtidas no meio digital. Essas camadas de dados sobre a realidade permitem viver e atuar com mais precisão em diversas áreas, como medicina, engenharia, manutenção, educação e transporte. Possibilita também uma experiência mais profunda e divertida, caso dos jogos, lazer e comunicação.

Ela tem potencial para modificar a relação entre as pessoas e o mundo em geral. “Isso já está acontecendo, portanto, não é mito”, diz Martha. O que ainda não está presente no cotidiano – o cenário descrito no vídeo da Nokia, por exemplo – esbarra apenas na melhoria e no barateamento  de tecnologias como banda larga de acesso à internet (disponibilidade, velocidade, custo) e dispositivos de uso de realidade aumentada, como celulares, óculos, lentes e sensores gestuais, afirma Martha. “Mas, como a experiência nos mostra ao longo da história, o homem transpõe mais cedo ou mais tarde aquilo que é apenas barreira tecnológica”, diz.

Cidades aumentadas

Quem vem rompendo as barreiras da realidade aumentada até o momento é o marketing. Pelo ineditismo e o encantamento que proporciona, essa tecnologia faz brilhar os olhos de muitos publicitários, que veem na realidade aumentada um novo alento para criação de estratégias capazes de seduzir o consumidor.

Mas não é preciso esperar o futuro para conhecer benefícios práticos proporcionados pela realidade aumentada. A cidade de São Francisco, nos EUA, fez uma parceria com a desenvolvedora Junaio para aplicar a tecnologia no município, com destaque para o sistema de trânsito. Assim, as pessoas têm à disposição um guia interativo que informa sobre as opções de transporte e locais de interesse, como bares e restaurantes.

Disponível para iPhone, o aplicativo informa, por exemplo, sobre estações de metrô, horário de chegada e saída de ônibus e rotas. Enquanto espera o próximo ônibus, a pessoa pode, por exemplo, consultar pelo iPhone onde fica o museu mais próximo, cujas histórias e outras informações podem ser obtidas por meio de realidade aumentada no aparelho. Para isso, basta sintonizar o equipamento numa determinada estação – a Bart, criada pela desenvolvedora. As informações vão  surgir na tela do aparelho.

Sistemas de navegação

Um projeto desenvolvido na Europa, chamado Mobvis, também explora a realidade aumentada como sistema de navegação no espaço urbano. Ele funciona da seguinte maneira: o Mobvis reconhece um determinado objeto fotografado e traz links relevantes sobre ele. Assim, a pessoa pode, por meio do smartphone, obter informações sobre monumentos, construções etc. Se o aparelho tiver GPS, pode-se monitorar o deslocamento e mapear objetos do entorno.

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