Profecias digitais para 2010

Uma das empresas mais conceituadas empresas de pesquisa e análise em marketing digital e mídias sociais, a eMarketer, divulgou “profecias” para 2010

Planos híbridos que combinam propagandas e subscrições pagas – Mais e mais profissionais investirão em anúncios em video on-line, apoiando-se na dupla video-propaganda no ambiente virtual e nas grandes redes de televisão. O suporte ao crescimento dos videos-publicidade virão de sites que oferecem um volume maior de videos de conteúdo profissional—como, por exemplo, todas as temporadas de séries de tv, eventos esportivos e pay-per-view.
Mais transparência nas webpages podem minar os esforços on-line

A eficiência da publicidade dirigida a um determinado público-alvo depende de informações atualizadas e abundantes a respeito dos usuários – o que fazem, onde moram, onde costumam freqüentar etc. Porém, tanto os consumidores quanto os políticos estão mais preocupados com as legislações a respeito de suas privacidades.

Na opinião dos publicitários, para que ultrapassem essas barreiras legais, uma maior transparência será necessária, como, por exemplo, o novo Privacy Dashboard do Google. Os sites deverão permitir que os internautas saibam quais informações a seu respeito são armazenadas e oferecê-los a opção de remover dados ou impedir que esses se acumulem. Entretanto, essa transparência poderá enfraquecer os esforços de publicidade on-line, pois os profissionais da área precisarão deixar claro os termos do contrato para se aceitar a cyber-publicidade.
Chegou a era do mobile – A ABI Research, uma companhia de inteligência de mercado, especializada em conectividade global e tecnologias emergentes, projetou em janeiro de 2009, que o mobile commerce chegaria a U$544 milhões, ou seja, um aumento de 57% em relação à 2008. Mas, em outubro, a empresa aumentou suas previsões para U$750 milhões em 2009, um crescimento anual de 117%. O M-commerce já se estabeleceu e facilmente alcançará a marca de U$ 1 bilhão em vendas. Se, anteriormente,os consumidores se limitavam a fazer download de ringtones e games em seus celulares, atualmente eles usam seus serviços para compras on-line, como faziam com seus desktops.
Os varejistas se concentrarão em mensurar o comércio nas redes sociais – um significativo número de grandes varejistas estabeleceu sua presença nas redes sociais, como Facebook e Twitter, com a única intenção de aprender com essa nova experiência,  sem preocupações com o  retorno financeiro. Sua finalidade era a de consolidar sua marca e arregimentar fãs. Em 2010, essas metas mudarão, pois esses varejistas levarão a sério as mensurações do impacto das redes sociais sobre as vendas e o quanto o tamanho da sua base de fãs afeta nas compras de suas mercadorias.
Mídia gratuita no centro das atenções

Os marketeiros procurarão formas melhores de conduzir e mensurar o impacto da mídia gratuita – aquela exposição que a marca recebe quando seus consumidores a divulgam na internet. As agências necessitarão estabelecer metas entre mídias gratuitas e campanhas pagas.
Twitter – 2010 será o ano em que o Twitter mudará seu foco de crescimento de audiência para construção de um negócio rentável. A questão é que tipo de negócio o Twitter quer se transformar e se irá obter êxito. Entre os vários conselhos discutidos estão contas corporativas pagas, autenticação de celebridades e busca. Biz Stone, co-fundador do microblog, deu uma dica preciosa quando contou à Agência Reuters que sua companhia tem uma nova forma de publicidade escondido na manga. Espera-se que o Twitter a revele em 2010.

Novos conteúdos on-line- as companhias de mídia estão no centro de um acalorado debate sobre como converter em dinheiro o conteúdo digital. Até recentemente, as empresas se alternavam de um extremo ao outro – primeiro, cobravam do consumidor para ter acesso ao conteúdo de seu site para, logo depois, resolverem abrir as páginas gratuitamente. Agora, algumas entidades com conteúdo “premium” estão, novamente, considerando experiências de conteúdo pago. Em 2010, veremos o que dará certo e o que falhará. As previsões indicam que os consumidores resistirão ao sistema de pagamento e os competidores irão capitalizar esse sentimento negativo. No final, haverá empresas de conteúdo pago, como o The Wall Street Journal, e os modelos híbridos (pagos e gratuitos), mas, no geral, a mídia digital será baseada na publicidade.
Um novo olhar no crescimento de internautas com mais de 55 anos – o uso da internet continua a crescer na mesma proporção que os consumidores encontram novas formas de acessar à web. A proliferação de laptops, smartphones e TVs com acesso à internet serão a força motriz por trás dessa tendência de crescimento. Adolescentes e jovens adultos já são plenamente ativos no ambiente virtual e usuários de seus vários serviços. A mudança virá através de indivíduos com mais de 55 anos, muitos dos quais sempre tiveram interesse em consumir produtos eletrônicos on-line e agora estão descobrindo as redes sociais e outras mídias
Entretanto, o número de usuários da internet tende a se estabilizar através dos anos, estimando-se que em 2013 sua penetração será de 70% da população americana.

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